"Somos educados para o trabalho, mas não para o ócio".
Essa foi a reflexão suscitada em mim através de uma conversa que tive com o Hugo. O Hugo trabalhou comigo e com os outros 5 professores durante uma palestra sobre o ano de 1968. Ele é um violonista de mão cheia e com suas canções, tornou a nossa palestra mais rica e agradável.
Após o fim do evento, o Hugo me contou que trabalhava em uma escola com alunos do ensino fundamental. Começamos a conversar então sobre a "mancada" de se ter retirado a música do currículo das escolas.
Chegamos então àquela velha e repetida conclusão: OS EDUCADORES NÃO SABEM DAR À MÚSICA OU ÀS ARTES, DE FORMA GERAL, A IMPORTÂNCIA QUE ESSAS ESFERAS DO CONHECIMENTO MERECEM.
O educando pode até ter MÚSICA em seu currículo, mas apenas nas séries iniciais de sua vida estudantil. Quando chega a quinta série, é hora de TIRAR A MÚSICA pra que sobre tempo para assuntos que SÃO COBRADOS NO VESTIBULAR.
Encaramos a educação como algo puramente UTILITÁRIO. Estudamos PARA o vestibular. Estudamos PARA que as notas sejam boas, PARA que o sucesso acadêmico se transforme em um belo emprego.
E onde fica o PRAZER que o estudo pode proporcionar? Será que o estudo da música deve sempre SERVIR para que o estudante se torne um músico profissional? Por que o estudo de um instrumento não pode acontecer para que a execução daquele instrumento dê prazer ao instrumentista?
Chegamos assim à brilhante reflexão do Hugo:
"Somos educados para o trabalho, mas não para o ócio".

