Quando eu e a Ivy chegamos à Basiléia, perguntamos à nossa anfitriã (uma brasileira casada com um suiço) se ela não sentia saudades do Brasil. A resposta (negativa) veio rápida e sem vacilações, o que me deixou um tanto assustada. Meu susto se diluiu quando a explicação se completou: "-A qualidade de vida que tenho aqui eu não teria jamais no Brasil".
Devo confessar que aquela afirmação me feriu um pouco. Advoguei a causa da "genialidade" do MEU PAÍS, tão bem analisada na crônica de Alcântara machado.
Mas depois de 3 dias permanecendo naquela charmosa cidade suiça, começei a concordar com a nossa anfitriã: a limpeza das ruas, a educação no trânsito, o respeito ao espaço público,a pontualidade e eficiência na prestação de serviços, ... toda aquela perfeição me deixou constrangida. Sim: a pefeição sempre nos constrange. Julgava-me não merecedora de todo aquele bem-estar: acho que é uma síndrome brasileira.
Bom, mas a organização daquela cidade fronteiriça se revelou menos uma questão de captital do que uma quetão cultural. Notávamos nos suiços algo que não é tão comum no Brasil: a afeição pela regra; o zelo pelo cumprimento da norma. As ciclovias cobrem grande parte da cidade da Basiléia e o espaço demarcado para os ciclistas, no passeio, não é JAMAIS violado por um pedestre, ainda que não haja sequer a sombra de uma bicicleta que se aproxime. O espaço é RESPEITADO e ponto final.
Buzinas de automóveis raramente são ouvidas. A lei da paciência impera sobre a lei da pressa. Uma questão cultura.
quem dera Belo Horizonte fosse assim....
ResponderExcluirvida longa às bicicletas...
vida curta aos carros!