quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Rituais do dia-à-dia

É impressionante como ritualizamos nosso dia-à-dia e muitas vezes não nos damos conta disso. Diagnostiquei, dia desses, meu novo "ritual":. Não consigo acabar de lecionar e ir direto pra casa. A passagem pela sala dos profs. se tornou passagem obrigatória. Ainda que meu "expediente" tenha terminado, ainda que eu nada tenha para fazer ali naquele momento, ali eu estarei mesmo que por poucos instantes.

E muitas vezes, essas "passagens" pela nossa sala tornam-se longas por serem agradáveis.

Ali, na sala dos profs. e depois de intermináveis e às vezes exaustivas horas de trabalho, sou informada de um filme bacana que acabou de entrar em cartaz, do lançamento de um livro polêmico, de uma peça que deve ser boa mas é muito cara, do resultado do acordo entre o governo boliviano e a oposição, de quais foram as músicas cantadas pelo Vander Lee no último show, enfim... ali, os minutos de ócio pós-trabalho são férteis e agradabilíssimos.

E por falar na nossa sala (a sala dos profs.), na semana passada um colega com quem eu conversava em um intervalo de aula me indicou um conto PERFEITO. Chama-se "BOLA DE SEBO" e é de um autor francês chamado GUY DE MAUPASSANT. A forma como meu amigo descreveu o conto foi de tal maneira convincente que, assim que cheguei em casa, comprei o livro pela internet mesmo. A história de BOLA DE SEBO é interessante por revelar a hipocrisia de uma sociedade que ostenta um moralismo vaidoso mas frágil.

Recomendo "BOLA DE SEBO". A história daquela prostituta francesa lembra bastante a história da Geni, personagem da belíssima canção de Chico.

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