sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Igreja militante

As preparações de aulas e os trabalhos de faculdade dificultam nossos encontros e bate-papos. Mas as terças-feiras tornaram-se obrigatórias. Nos acompanham em um rápido almoço, temas como teologia (para ela, Deus. Para mim, Allah), cinema, cansaço diante do turbilhão de tarefas ligadas ao trabalho, novelas ou programas de TV, e é claro, HISTÓRIA.

E foi no almoço da semana passada que a Paulinha me trouxe um texto ultra plus master over fantástico sobre a relação entre a Teologia da Libertação e a Revolução Sanditista, na Nicarágua.

Li e reli o texto várias vezes. E a cada leitura, me encantava mais com a postura militante daqueles valorosos sacerdotes taxados pelas ditaduras latino-americanas como "padrecos comunistas".

Não sou cristã, mas tiro o chapéu pra "Teologia da Libertação". Compartilho da opinião de que a igreja possui SIM responsabilidade social. Mesmo porque, uma das "bem-aventuranças" versa muito claramente a esse respeito:

"Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, pois serão sasciados".

Achei no texto gentilmente emprestado pela Paulinha uma consideração fantástica. É de Ernesto Cardenal, Ministro da Cultura do Governo Sandinista. Ele entende REVOLUÇÃO como:

"[...] amor. E entendemos por amor o amor ao próximo, ao nos preocuparmos com a alimentação adequada de todos, a melhoria de vida de toda a população, para que tenham uma vida digna, que haja serviço médico para todos, educação e cultura para todos, diversões, a assistência aos anciãos e às crianças.[...] Dizia também Camilo Torres que a revolução é uma tarefa cristã e sacerdotal, e assim o é para mim.[...]" (MORLINA, 2008,p.1)

2 comentários:

  1. =O
    Vc não é cristã?! To bege...
    Não é uma critica... respeito. Mas estou sim impressionada. Eu tinha certeza que vc era...
    Bárbara Franco

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  2. Oi Bárbara!
    Não sou cristã não. Já fui. Por muito tempo. Mas não sou mais. Mas continuo amando os cristãos e admirando aqueles que VIVEM de fato o cristianismo.
    Bjocas

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