Quando eu cursava ainda o 1º período da faculdade, em 1999, fui informada (na própria fafich) de que haveria um evento na Assembléia Legislativa de discussão acerca dos 20 anos da ANISTIA promulgada pelo governo militar brasileiro. Lembro-me de que não pensei duas vezes: o professor de "Política" que me perdoasse. Naquela noite eu trocaria a aula pelo evento na Assembléia. Afinal, quer AULA melhor do que uma discussão daqueles que VIVERAM um período negro da "política" brasileira??? Fui à Assembléia.
Da mesa, participava uma senhora chamada CARMELA PEZZUTI (desculpem-me se errei a grafia do nome. Já faz tanto tempo...). Lembro-me um pouco da história contada por ela. Durante a ditadura, um filho (ou filha) de Carmela se engajou na luta armada contra os militares. E levantar armas contra a ditadura significava entrar pra clandestinidade. Significava não ter a certeza do "amanhã". Risco de morte à todo momento.
Carmela não hesitou: sem conseguir convencer o filho a deixar de lado aquela luta "vã", essa mãe decidiu estar perto do filho ainda que na CLANDESTINIDADE. Entrou também pra luta armada. Filho e mãe juntos na guerrilha! Quando ouvia Carmela falar, nada me convencia de que Carmela entrou pra guerrilha muito menos por convicção política do que por instinto de proteger o filho (se é que se pode proteger um filho da brutalidade da guerra). Mas mãe é assim: "estar perto" já basta quando todas as outras possibilidades de proteção se esgotam.
Deixo aqui então meu aplauso a CARMELA, essa mãe-guerrilheira de cuja história nunca vou me esquecer.
Bom, não poderia de deixar de reservar a postagem de hoje à essas mães que sendo CARMELAS ou não, são potencialmente GUERRILHEIRAS como a minha.
Da mesa, participava uma senhora chamada CARMELA PEZZUTI (desculpem-me se errei a grafia do nome. Já faz tanto tempo...). Lembro-me um pouco da história contada por ela. Durante a ditadura, um filho (ou filha) de Carmela se engajou na luta armada contra os militares. E levantar armas contra a ditadura significava entrar pra clandestinidade. Significava não ter a certeza do "amanhã". Risco de morte à todo momento.
Carmela não hesitou: sem conseguir convencer o filho a deixar de lado aquela luta "vã", essa mãe decidiu estar perto do filho ainda que na CLANDESTINIDADE. Entrou também pra luta armada. Filho e mãe juntos na guerrilha! Quando ouvia Carmela falar, nada me convencia de que Carmela entrou pra guerrilha muito menos por convicção política do que por instinto de proteger o filho (se é que se pode proteger um filho da brutalidade da guerra). Mas mãe é assim: "estar perto" já basta quando todas as outras possibilidades de proteção se esgotam.
Deixo aqui então meu aplauso a CARMELA, essa mãe-guerrilheira de cuja história nunca vou me esquecer.
Bom, não poderia de deixar de reservar a postagem de hoje à essas mães que sendo CARMELAS ou não, são potencialmente GUERRILHEIRAS como a minha.
Tenho uma mãe que pararia um tanque de guerra por mim. Que enfrentaria um exército inteiro em meu favor. Tenho uma mãe-guerrilheira. O que mais posso querer?
Obs: O "balanço vazio" da foto é da filha com a qual eu SEMPRE sonhei. Ela chegará no momento certo tornando-me plena. Serei a pessoa mais feliz deste mundo. E ninguém entenderá o exagero da minha felicidade.
ANGÉLICA (Chico Buarque)
Quem é essa mulher
Que canta sempre esse estribilho?
Só queria embalar meu filho
Que mora na escuridão do mar
Quem é essa mulher
Que canta sempre esse lamento?
Só queria lembrar o tormento
Que fez meu filho suspirar
Quem é essa mulher
Que canta sempre o mesmo arranjo?
Só queria agasalhar meu anjo
E deixar seu corpo descansar
Quem é essa mulher
Que canta como dobra um sino?
Queria cantar por meu menino
Que ele já não pode mais cantar
Que lindo esse post...
ResponderExcluirAi, mãe... Não tem coisa melhor no mundo do que ser mãe!!!
Somos sim pessoas plenas, as mais felizes do mundo, e NINGUÉM é capaz de entender o tamanho da nossa alegria... Não tem alegria maior do que ver um sorriso no rosto de um pedacinho da gente... Engraçado que mesmo que uma das minhas filhas esteja bem, sorrindo e brincando, se a outra não está eu não fico totalmente satisfeita. Queria ter mais tempo pra elas, dividir a atenção pra duas é complicado, mas é a melhor coisa do mundo!!! Trabalho em dobro, alegrias também!!! Você ainda há de experimentar esse gostinho bom, como você mesma disse, na hora certa.
Beijos meus e da prole!!! rsrsrs