
Ei... Esse é o Daniel. Daniel Le Rouge. O de Paris. O debochado. E espirituoso. Um dos líderes do movimento estudantil de 1968.
Os mais velhos o execravam. Para as "pessoas sérias e engravatadas", Daniel era o ícone da desordem e do romantismo leviano.
Para mim, Daniel, com todo o seu senso de humor, foi mais lúcido do que De Gaulle. Ele falava em reforma curricular para as universidades francesas quando toda a sociedade ignorava que estava mergulhada em uma política educacional ultrapassada e inadequada à nova realidade.
A postua sempre informal de Le Rouge talvez o tenha feito ser mal interpretado. Desordeiro? Não, senhores. Quem foi que disse que pra ter boas idéias é preciso ostentar um olhar de gravidade?
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